Ebola: OMS monitora mais de 900 casos suspeitos da doença
24/05/2026
(Foto: Reprodução) Entenda o Ebola em 7 pontos
O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom, afirmou que mais de 900 casos suspeitos de Ebola estão sendo monitorados até o momento.
Segundo a organização, 101 casos foram confirmados até o momento.
➡️ O Ebola é transmitido pelo contato direto com fluidos corporais de uma pessoa infectada — sangue, secreções, fezes ou vômito — e também pelo contato com animais mortos pela doença. Os primeiros sintomas são febre alta de início súbito, acompanhada de dor muscular intensa e manifestações gastrointestinais.
O novo surto da doença foi registrado em 15 de maio na República Democrática do Congo. Em 48 horas, outros dois casos foram confirmados, sem aparente ligação entre si, foram detectados em Kampala, em Uganda.
Trabalhadores da Cruz Vermelha enterram vítima de Ebola em Rwampara, no Congo, no sábado (23)
Moses Sawasawa/AP Photo
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A velocidade da disseminação foi suficiente para que a OMS declarasse o surto uma emergência de saúde pública de preocupação internacional em 17 de maio de 2026.
Na sexta-feira (22), a agência de saúde elevou o nível de risco da epidemia na RDC de "alto" para "muito alto", o patamar máximo.
Um informe do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), do dia 22 de maio, aponta 176 mortes suspeitas.
O que torna a situação mais grave, segundo a OMS, é a ausência de ferramentas médicas eficazes: diferentemente das cepas Ebola-Zaire —combatidas por vacinas aprovadas—, não há terapêutica nem imunizante específico para o vírus Bundibugyo.
Não há transmissão da doença à distância: é preciso exposição direta e significativa às secreções de alguém doente, o que diferencia o vírus de doenças respiratórias como o sarampo e a Covid-19.
Nos casos graves, o quadro evolui para sinais hemorrágicos — queda de plaquetas, hipotensão, choque e sangramentos de mucosas e do trato gastrointestinal — com semelhanças ao quadro grave da dengue. O período de incubação varia de 2 a 21 dias, com média entre 5 e 10 dias após o contágio. Durante esse intervalo, não há transmissão.
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